Fundação Padre Albino
Fundação Padre Albino promove simpósio sobre higiene das mãos
Beatriz Menzani Correa
quarta, 06 de maio, 2026

A Fundação Padre Albino realizou nesta terça-feira, 5 de maio, o Simpósio de Higiene das Mãos, que reuniu profissionais da saúde, estudantes e colaboradores na Sala de Movimento e Saúde da UNIFIPA para momento de atualização e fortalecimento de práticas seguras na assistência. Com o tema “Da evidência à prática, da prática à cultura”, o simpósio integrou as ações do Dia Mundial de Higiene das Mãos e foi organizado pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar, a fim de destacar a importância desse gesto simples, porém essencial, na prevenção de infecções e na preservação de vidas.

Para a diretora de Saúde e Assistência Social, Renata Rocha Bugatti, “as mãos da assistência são tudo; pensem em quantas vidas estão nas mãos de vocês. A higienização das mãos parece algo simples, mas vai totalmente a favor do nosso propósito de cuidar de gente e valorizar a vida”.

Abrindo a programação, o médico Dr. Silvio César Perpetuo Ribeiro apresentou o tema “Onde estamos? Panorama atual da adesão à higienização das mãos e seus desafios”, com análise do cenário atual e provocando os participantes a refletirem sobre os desafios enfrentados no dia a dia. Destacou que “compreender onde estamos é o primeiro passo para fortalecer estratégias e ampliar a adesão às boas práticas”.

Na sequência, Dr. Arlindo Schiesari Junior ministrou a palestra “Para onde vamos? Evidências, impacto assistencial e metas de melhoria”, reforçando a importância das evidências científicas como base para a evolução dos protocolos assistenciais. “A higienização das mãos é uma das medidas mais eficazes na prevenção de infecções relacionadas à assistência, com impacto direto na segurança do paciente”, pontuou.

Encerrando o simpósio, o enfermeiro Clinton Fábio abordou “Da técnica à cultura: transformando conhecimento em prática com gestão e corresponsabilidade”, destacando o papel do engajamento coletivo na consolidação de uma cultura de segurança. Segundo ele, “não basta saber a técnica; é preciso transformar esse conhecimento em prática diária, com comprometimento de toda a equipe”. 

A enfermeira coordenadora da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), Patrícia Helena de Oliveira, também destacou a importância do engajamento coletivo e da constância nas práticas de segurança. “É preciso transformar o conhecimento em hábito, incorporando essa prática em todos os momentos da assistência, independentemente da rotina ou da complexidade do atendimento”, afirmou. Patrícia reforçou ainda que a adesão depende diretamente da conscientização e da corresponsabilidade de toda a equipe. “Cada profissional tem papel fundamental nesse processo. A segurança do paciente começa em ações simples, mas que exigem atenção, disciplina e, principalmente, consciência do impacto que cada gesto tem na vida de quem está sendo cuidado”, completou.