Depois de 62 dias de internação, o paciente Altair José dos Santos, de 56 anos, morador de Ariranha, viveu uma tarde diferente nesta segunda-feira, 20 de julho. Pela primeira vez desde que foi internado no Hospital Emílio Carlos, ele deixou o quarto para sentir o sol, respirar ar livre e encontrar a esposa e os filhos no jardim da instituição. O momento, marcado por emoção, também contou com chamada de vídeo para outros familiares e para a neta, que puderam acompanhar, mesmo à distância, esse reencontro tão esperado.
A ação faz parte do projeto "Amor em Forma de Movimento", iniciativa de humanização desenvolvida pelo Hospital Emílio Carlos dentro das diretrizes do programa Instituição Amiga da Pessoa Idosa, do qual o HEC possui o Selo Pleno. O projeto busca proporcionar experiências que contribuam para o bem-estar emocional dos pacientes durante a internação, sempre com planejamento e segurança.
Segundo o psicólogo do Hospital Emílio Carlos, Walison Tozatto, iniciativas como essa fazem parte do cuidado integral oferecido aos pacientes. "O projeto é uma forma de cuidado que vai além da assistência clínica. Proporcionar esse contato com o ambiente externo e com a família ajuda a reduzir os níveis de estresse e ansiedade, fortalece os vínculos afetivos e contribui positivamente para o enfrentamento do período de internação".
Para que o encontro acontecesse houve articulação da equipe multiprofissional, que avaliou as condições clínicas do paciente e organizou toda a logística necessária para que a saída ocorresse de forma segura, seguindo rigorosamente os protocolos assistenciais. Para a coordenadora do Serviço de Fisioterapia do Hospital Emílio Carlos, Flaviane Afonso, iniciativas como o Amor em Forma de Movimento reforçam que a recuperação do paciente envolve muito mais do que o tratamento clínico. "Quando planejamos uma ação como essa, pensamos em cada detalhe para que ela aconteça com total segurança. Ver o paciente reencontrando a família, sentindo o sol e vivenciando esse momento de afeto nos mostra que o cuidado também passa pelas emoções. A humanização faz parte da assistência e contribui para que ele tenha mais força e motivação durante o processo de recuperação", destaca.
