A Fundação Padre Albino realizou, na terça-feira,13 de outubro, o II Simpósio de Cuidados Paliativos. O evento reuniu colaboradores dos hospitais e profissionais da saúde para compartilhar conhecimentos, discutir práticas assistenciais e reforçar a importância do cuidado integral aos pacientes com doenças que ameaçam a continuidade da vida. Apresentação especial do Coro Juvenil FESC, do Conservatório Santa Cecília, fez parte da programação.
Na abertura a diretora de Saúde e Assistência Social da FPA, Renata Rocha Bugatti, destacou a importância de ampliar os princípios dos cuidados paliativos para além das unidades especializadas, a fim de incorporar à rotina de todos os setores hospitalares. “Os cuidados paliativos precisam estar presentes em toda a jornada do paciente, independentemente da unidade em que ele esteja. Mais do que uma abordagem específica, estamos falando de uma forma de cuidar que valoriza a dignidade, o conforto e a qualidade de vida, considerando também as necessidades emocionais, sociais e familiares. Esse olhar precisa se expandir para todas as alas hospitalares”, ressaltou.
Com o tema “Implementação do Plano Terapêutico – Apresentação sobre a prática na Unidade de Cuidados Paliativos”, conduzida pela equipe multidisciplinar do Hospital Emílio Carlos, foram compartilhadas experiências relacionadas à organização e à aplicação do plano incorporado ao atendimento da equipe hospitalar aos pacientes.
O simpósio também abordou o tema “Delirium e intervenções não farmacológicas”, com a participação de Cintia Helena Coutinho da Silva, enfermeira, mestre em Ciências da Saúde e Qualidade de Vida, especialista em Cuidados Paliativos e facilitadora QELCA e Pallium, programas internacionais de treinamento e capacitação de facilitadores focado em cuidados paliativos e no atendimento humanizado no fim da vida. A discussão trouxe reflexões sobre o reconhecimento do delirium, que é a alteração aguda e flutuante da atenção, da consciência e da cognição, com alta prevalência e as possibilidades de intervenção não farmacológica no cuidado aos pacientes nesse processo.
Encerrando a programação de palestras, o médico Luís Fernando Rodrigues apresentou o tema “Do diagnóstico de uma doença ameaçadora da vida até seus últimos dias: os desafios de cuidar em cada etapa da trajetória”. Ele, que é especialista e mestre em Cuidados Paliativos, possui doutorado em Saúde Coletiva e é pós-doutorando pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Para a coordenadora de Enfermagem e uma das organizadoras do evento, Ana Laura Flores, o simpósio reforçou a importância da educação permanente e da troca de experiências entre os profissionais. “Foi um sucesso, pois conseguimos reunir profissionais para compartilhar conhecimentos e fortalecer práticas cada vez mais humanizadas. Nosso objetivo é ampliar o olhar sobre os cuidados paliativos, valorizando a dignidade, o acolhimento e a qualidade de vida dos pacientes e de seus familiares”, destacou.
